Phuket – Tailândia

Através do Instagram percebi que vocês gostavam que partilhasse mais sobre as minhas viagens, e este ano fiz duas maravilhosas. Estive na Tailândia, em Phuket, e no Japão em várias cidades.

Hoje falo-vos um pouco da minha experiência em Phuket. Foi uma viagem a dois, mas é um destino que pode ser feito com amigos ou família com miúdos, facilmente.  A Ásia é o continente que mais me fascina, embora não tenha estado em todos os países, sei que é um dos sítios onde todos os meus sentidos despertam (paladar, olfacto, visão, audição) e onde me apetece sempre regressar.

A nossa primeira escolha era Japão, e o foco sempre foi a viagem a este país encantado, mas como queríamos praia também decidimos que a Tailândia era um bom local de passagem antes de chegarmos a Tóquio. Soube por conversa com amigos posteriormente e pela leitura de blogs de viagens que Koh Samui teria sido uma melhor escolha, encontrámos muito lixo nas praias em Phuket, areal cheio de plástico foi uma constante que nos deixou tão tristes, e que nos fez regressar e ter ainda mais cuidado com tudo o que utilizamos em casa (um dia escrevo sobre essas mudanças).

Acho importante partilhar o que não corre tão bem em cada viagem porque isso também é um alerta e um despertar de mentalidades, e a realidade é que não usámos a praia e ficámos pela piscina do hotel, e isso é o reflexo das ações de todos nós a nível mundial.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Kamala Beach, Phuket, Tailândia

A altura em que fomos (Julho) não é a ideal para esta viagem, é a altura das monções, no entanto foi deliciosa na mesma, e banhos de chuva tropical são memórias que ficam guardadas com carinho.

A nossa viagem a Phuket tinha um grande objetivo, descansar, para podermos aproveitar o Japão em pleno, no entanto, tínhamos na wishlist uma visita às Phi Phi, um passeio a Phang-Nga Bay e uma manhã num santuário de elefantes.

A visita às Phi Phi foi marcada através do hotel que ficámos, confesso que apesar das imagens paradisíacas de azul esmeralda que vos deixo aqui, foi um choque muito grande, a quantidade de turistas, a massificação de barcos num espaço que deveria ser uma reserva natural e que deveria ter um limite de visitas, deixou-nos boquiabertos. Os guias fizeram três paragens, as duas primeiras nas Phi Phi cerca de uma hora, (as Koh Phi Phi Lee estavam interditas) e perto de Monkey Beach, onde nos vetaram a entrada na água, o que é ao mesmo tempo uma protecção do espaço dos macacos que andam livres e uma prevenção para os turistas não serem mordidos, o que acontece pontualmente. Mas vimos vários  turistas em barcos privados a tirar fotos com macacos dentro de água, o que é ao mesmo tempo perigoso e completamente errado porque alimentam estes animais com comida que eles nunca encontrariam na natureza.

Há muita gente que fica nas Phi Phi a pernoitar, não foi o nosso caso, mas verificámos que as praias na zona oposta à que acostamos estavam mais limpas que em Phuket.

 

  Phi Phi, Tailândia

Como última paragem acostamos numa ilha que não sei o nome com um único café, com imensos “caça ao turista” a vender tudo o que possam imaginar, foi um estranho final de viagem e se posso deixar um conselho, tentem encontrar guias particulares se possível para não passarem por este tipo de situações.

A manhã no santuário foi cancelada, porque o J. ficou super mal com uma gastroentrite que felizmente passou rápido, foram dois dias de descanso e mimo e ficou tudo bem para continuarmos a viagem. É daquelas situações que pode acontecer a qualquer um, importante hidratar bem, evitar todos os molhos e lácteos, e dar preferência a arroz cozido, torradas e chá!

Quero muito regressar à Tailândia para poder viver esta experiência, quem sabe em Chiang Mai, mais a Norte, onde têm a maior reserva natural de elefantes, e os templos mais bonitos?

Deixo-vos o alerta de procurarem bem e informarem-se sobre os santuários, porque muitos deles são apenas um meio de fazer dinheiro com turistas, não façam viagens em cima de Elefantes, eles são escravizados para aprenderem a serem submissos e permitirem esse tipo de transporte. O mesmo se aplica para os “santuários” de Tigres, pensem no que está por detrás da possibilidade de estar a fazer festas a um animal selvagem!

Este santuário de Phuket é o mesmo que existe em Chiang Mai e foi o que me recomendaram, tive mesmo pena de não ter ido mas fica o contacto. Reservei online e quando liguei a dizer que não poderíamos ir por motivos de saúde automaticamente devolveram o valor.

Os dias de descanso no hotel permitiram organizar a viagem ao Japão com detalhe e aproveitar ao máximo a gastronomia local, os Tailandeses são super cordiais e simpáticos, e a comida é deliciosa! O Pad Thai que está na foto é do outro mundo e sem exagero foi o melhor que comi até hoje!

 

 

 

 

 

 

 

 

Kamala Beach, Phuket, Tailândia

Na Tailândia não podem também deixar de aproveitar as massagens, eu preferi as massagens com óleo Thai, mas as tradicionais são feitas sem produtos e parece uma  ida ao osteopata, valem a pena, afinal as férias são para relaxar!

….

 

 

O meu passeio preferido foi a Phang-Nga Bay, pelo local, pelos guias e pela sensação de paz incrível de comunhão com a Natureza como nunca senti na vida.  Não há palavras que descrevam a plenitude, e o quão pequenos nos sentimos rodeados de tanto verde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este passeio é realizado por uma empresa criada por John Gray, um americano que vive em Phuket há muitas décadas. Uma viagem que apesar de ser para turistas é uma viagem que respeita o ecossistema, não usam plástico, latas, tudo o que é cozinhado a bordo é biológico, e reforçam no início de cada viagem a importância de não deixar nada e de não levar nada, passar pelos locais sem deixar registo. Todos os guias são tailandeses e são verdadeiramente apaixonados pelo que fazem, ao fim de umas horas estamos entre amigos que riem, contam piadas e nos mostram com carinho e orgulho cada recanto da baía.

Em canoas, deitados, entrámos em grutas de morcegos, vimos peixes fora de água (mudskippers) e chegámos a baías só acessíveis com a maré baixa.

Sendo repetitiva, não há palavras…

É como se o tempo parasse e num momento somos unos com todo o verde que nos rodeia.

Eles têm vários programas, fiquei a desejar ter feito o programa de 3 dias, mas um dia inteiro já foi delicioso,

procurem JOHN GRAY SEA CANOE. 

Nós fizemos o Hong By Starlight, embarcámos de manhã e voltámos já de noite, sendo que antes de regressar fizemos a nossa cerimónia Loi Kratong com a ajuda do guia:

 

e assistimos ao fenómeno de bioluminiscência que escolhi não filmar nem fotografar a partir de dado momento, primeiro porque as fotos não estavam à altura da experiência, segundo porque quis viver o momento em pleno.

Foi um dia que vai ficar na memória para sempre, pela pessoa maravilhosa que tenho ao meu lado, pela oportunidade incrível de ali estar, e também por ter perdido o meu Avô M. este ano, o momento fez ainda mais sentido, foi um agradecer por tudo o que tenho, todas as pessoas maravilhosas que me rodeiam, e despedir-me com a constatação de que devemos agradecer todas as pequenas coisas que às vezes nos esquecemos.

A Tailândia ficou no meu coração por tantas pequenas memórias mas acima de tudo por este incrível passeio que recomendo acima de tudo!

Faltou ver muita coisa em Phuket, mas tal como referi no início, esta era uma viagem de desligar e descansar, e serviu o seu propósito maravilhosamente.

Qualquer pergunta ou dúvida não hesitem em falar comigo!

R.


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